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	<title>Contos de Alcova Tenra</title>
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	<description>quarto de leitura de coisas que também acontecem na cama</description>
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		<title>Contos de Alcova Tenra</title>
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		<title>Meu e Teu</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Oct 2011 17:36:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Daqueles dias em que penso em você e fantasio. As fantasias eróticas. Os desejos luxuriosos, famintos, sequiosos como teus seios. Da glande ofegante, do clitóris feliz, das trepadas em box de banheiro pequeno, das trepadas em box de banheiros gigantes, das cadeiras eróticas de algum motel qualquer, do barulho do estrado da cama rachando, da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=132&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Daqueles dias em que penso em você e fantasio. As fantasias eróticas. Os desejos luxuriosos, famintos, sequiosos como teus seios. Da glande ofegante, do clitóris feliz, das trepadas em box de banheiro pequeno, das trepadas em box de banheiros gigantes, das cadeiras eróticas de algum motel qualquer, do barulho do estrado da cama rachando, da cama se movendo pelo quarto, arranhando o chão, como minhas costas e tuas unhas.</p>
<p>Das coisas mais sensuais do mundo, confesso, tuas taras executadas. Daquela que me amarrou, usando a minha gravata. Mãos atadas, foi me despindo, nem com pressa nem devagar. No ponto. Do teu beijo, da ponta da tua língua no meu peito, no seio. Entender que homem tem seio é das tuas qualidades mais absurdamente deliciosas do globo terrestre. Da tua língua brincando, sem encostar no meu sexo. E do meu pau explodindo, de um orgasmo inesperado, de um tremer convincente, abrangente, delirante. E minhas mãos, atadas.</p>
<p>E dessa mesma canção, tirando a calça, mas deixando-o dentro da cueca, brincando, tocando com a mão, com a língua, com o teu jeito de querer me ter. De um fazer sofrer quase enfermo. De um fazer sofrer que denunciava o teu querer. De um fazer sofrer que me fez viajar à Lua, voltar, querer te abraçar e querer te matar. Outro orgasmo, quase tão tenso quanto o outro.</p>
<p>Das tuas taras, me receber sem calcinha em um almoço de negócios. Porra, aquele teu vestido e você me abraça forte, deixa que te abrace e propositalmente deixa que minha mão alcance tua bunda&#8230; Percebida a nudez voluntária, o almoço é um pensar em como te tirar dali, em como retribuir, em como te ter mulher. E ainda sussura, no ouvido, alguma impropriedade, vontade, calor, odor. Sexo, menina. Dessas coisas que fazem a gente viver outra vez. E sair do chão.</p>
<p>Da tua mania com minha bunda. Da tua mania com meu pescoço. Da tua mania com aquela veia que pulsa, que teu beijo tanto conhece, que tua mão tanto agradece. Das tuas vontades ficar de quatro, querer que te persiga, querer que te coma. E ser devorado por essas vontades. Das tuas taras perversas, até daquele tapa que pediu. Das coisas mais sensuais do mundo, teus olhos me fodendo. E do teu sexo, sim, dele, completamente molhado, melado, coxas, pentelhos, cu, corpo.</p>
<p>Não sei se ereção deriva de algum radical da palavra erótica. A única coisa que a língua sabe, neste momento, é que a tuas linguagens foram amplamente compreendidas: <strong>Vem, me fode</strong>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/132/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=132&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Trilhares (de trilhas, caminhos, ruelas)</title>
		<link>http://contosdealcovatenra.wordpress.com/2011/09/13/trilhares-de-trilhas-caminhos-ruelas/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Sep 2011 19:23:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[volúpia das palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[Decorei teu cheiro, tuas dobras, teus pés, tua bunda Decorei tanta cousa, mas tanta cousa, que tudo que me versa são teus quadris É de teu pescoço, teus lóbulos, tua boca rosada Decorei cada palmo, cada vírgula, cada instante&#8230; Mas ainda que decorados, ainda restam dúvidas, equações que ainda não se encaixam&#8230; Incompreensível é o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=127&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Decorei teu cheiro, tuas dobras, teus pés, tua bunda</p>
<p>Decorei tanta cousa, mas tanta cousa, que tudo que me versa são teus quadris</p>
<p>É de teu pescoço, teus lóbulos, tua boca rosada</p>
<p>Decorei cada palmo, cada vírgula, cada instante&#8230;</p>
<p>Mas ainda que decorados, ainda restam dúvidas, equações que ainda não se encaixam&#8230;</p>
<p>Incompreensível é o falo distante, a vulva pulsante noutro lugar</p>
<p>Incompreensível é a gota na ponta dos sexos, sem outras gotas para encharcar&#8230;</p>
<p>Incompreensível são teus gemidos longes dos meus, teus seios sem minhas mãos&#8230;</p>
<p>Teu desejo sem meu corpo&#8230; minha sede fora de teus copos.</p>
<p>Por isso que decorar, definitivamente, não é saber, ter, compreender.</p>
<p>Por isso que decorar só faz boa rima, mas é trepar que faz vibrar, pulsar, gozar, melar&#8230;</p>
<p>Incompreensível tua voz ainda sóbria, teus cabelos alinhados e nenhuma marca de chupão&#8230;</p>
<p>Incompreensível nossos desatinos ainda não consumidos, não bebidos, não fodidos.</p>
<p>E nos diversos sinônimos de compreender, defino nossos labirintos:</p>
<p>Decifrar, deduzir, digerir. Encerrar, entender, pegar. Agarrar, conter, englobar. E entender&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/127/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=127&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Três pontinhos&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 04:12:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Teus lábios, pescoço, seios, o jeito que toca os cabelos&#8230; Das tuas reticências. Gosto de saber quando estás excitada&#8230; Molhada, os lábios pulsando, como querendo&#8230; Súplica, de pernas bambas&#8230; Teu grelo irresponsável, teus sinais de desespero, fome, saudade&#8230; Gosto das reticências dos teus sabores, dos teus cheiros, do teu calor. Que tuas coxas se comprimem, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=120&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="western" style="margin-bottom:0;">Teus lábios, pescoço, seios, o jeito que toca os cabelos&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Das tuas reticências.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Gosto de saber quando estás excitada&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Molhada, os lábios pulsando, como querendo&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Súplica, de pernas bambas&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Teu grelo irresponsável, teus sinais de desespero, fome, saudade&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Gosto das reticências dos teus sabores, dos teus cheiros, do teu calor.</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Que tuas coxas se comprimem, te desejam teu sexo&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Que teus olhos cerrados estão comigo, falo em mãos, dedos em riste&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Que teu corpo está tão teu, quanto meu&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Teus suores cúmplices, tua face ruborizada, tua fenda febril&#8230;</p>
<p class="western" style="margin-bottom:0;">Gosto das reticências&#8230; e das tuas conveniências.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/120/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=120&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Jogos de cada um&#8230;</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Aug 2011 03:40:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Segundas Intenções]]></category>

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		<description><![CDATA[E foi um beijo que foi bom, trocado, gostado, tatuado. Demorado. Todos reconhecem que o beijo entre lábios e línguas é, sobretudo e antes de tudo, sexo.  E ele se lembrava era da cor, do formato, do ressecado daquela boca. Pensava nisso, eram aqueles lábios ressecados que o deixavam tarado, zonzo, maluco. Pois eram os [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=116&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>E foi um beijo que foi bom, trocado, gostado, tatuado. Demorado. Todos reconhecem que o beijo entre lábios e línguas é, sobretudo e antes de tudo, sexo.  E ele se lembrava era da cor, do formato, do ressecado daquela boca. Pensava nisso, eram aqueles lábios ressecados que o deixavam tarado, zonzo, maluco. Pois eram os lábios, um convite. E ela sabia. E jogava, daqueles jeitos de quem se atira, mas sempre com a timidez de menina, com os lábios tensos, esperando  simplesmente &#8230;</p>
<p>Ela gesticulava. E era capaz de desenhar o corpo dele, com os gestos, com a fala, com a matreirice. Olhar matreiro, zombateiro, persecutor. Dizia que gostava das mãos dele e era indisfarçável, cobiçava. E ele lá, sem saber muito o que fazer, mas querendo tirá-la dali. Mas fixava-se nos lábios&#8230; e no beijo. Nestas horas o mundo devia dar uma pausa. E tudo ao redor deveria sumir, desaparecer, perder o regramento, esquecer códigos e sutilezas. Naquele beijo os dois estavam, literalmente, trepando. O mundo? Que se danasse.</p>
<p>Ele tinha o lóbulo da orelha, dela. E ela, ela brincava com os bicos dos peitos dele, escondidos sobre a camisa. Era assim o jogo. Ela o amalucava. E ele a queria, mas também citava bobagens aos ouvidos, tecia poemas para os seios, a libído e os cheiros dela. E eram assim que continuavam, se tocando. Se entregando. Se masturbando. Um e outra. Uma e outro. Lábios e beijo.</p>
<p>Ela gostava, muito, de ter a conversa do sexo. Não a conversa das coisas jogadas, expostas, em fogo. Era a história bem contada, as partes levemente insinuadas, em brasa. A senha era aquela e ele não demorou: bilhetes, sussuros, pequenas imperfeições, pequenos gostos. Roubou-lhe um beijo, entre lábios ressecados. Ganhou a tez vermelha, ruborizada e molhada, docemente molhada.</p>
<p>Daqui, de onde eu os vejo, neste instante, o jogo segue&#8230; sem dramas, sem roupas enlouquecidas ao chão, mas tato e olfato, gosto e sabor, jeito e tempo&#8230; ele a vê nua e se delicia, cada palmo, cada toque, cada verso. E ela o rascunha, o improvisa, o elabora. Estão com os sexos prontos, se querendo, quase se tocando&#8230; Se eu pudesse escreveria para eles: Se comam, urgentemente. Mas se esta leveza continuar, que gozem feito loucos&#8230; vocês merecem.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/116/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=116&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Estes não mentem&#8230; jamais&#8230;</title>
		<link>http://contosdealcovatenra.wordpress.com/2011/07/07/estes-nao-mentem-jamais/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Jul 2011 21:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coleção Primeiros Passos]]></category>
		<category><![CDATA[poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; &#160; Ouriçados, desavergonhados, sublimes. Convite. &#160; Teus seios são a parte que eu mais conheço, teço. &#160; Brincar com eles. Voltas, círculos, espamos. &#160; O ato de entumecer me enrijece, aquece, aponta. &#160; Furtivos, denunciadores, começo de trilha. Teus, meus&#8230; nossos. &#160; “Sabe o que eu queria?” &#160; Sei, por eles. Que te denunciam. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=113&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ouriçados, desavergonhados, sublimes. Convite.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Teus seios são a parte que eu mais conheço, teço.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Brincar com eles. Voltas, círculos, espamos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O ato de entumecer me enrijece, aquece, aponta.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Furtivos, denunciadores, começo de trilha. Teus, meus&#8230; nossos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>“Sabe o que eu queria?”</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Sei, por eles. Que te denunciam. Mas que me ensinam&#8230;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ouriçados, desavergonhados, sublimes. Convite, aceito</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/113/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=113&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Poesias, sem regras</title>
		<link>http://contosdealcovatenra.wordpress.com/2011/06/06/poesias-sem-regras/</link>
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		<pubDate>Mon, 06 Jun 2011 23:10:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[poemas]]></category>

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		<description><![CDATA[Lábios, peles, gostos, salivas, lubrificações, beijos. Coxas que apertam, olhos cerrados, sorriso no rosto, corpo.  Seios fartos, sexo úmido, quente, pulsante, vibrante.  Linhas, curvas, desejos, sopros, sabores, suores, língua. Tua língua.  Pele arrepiada. Dos pedidos de “mais devagar, mais depressa, aí”. Aqui. Das pernas abertas, do vão, do caminho, do querer. Teus lábios, beijos, clitóris, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=108&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lábios, peles, gostos, salivas, lubrificações, beijos.</p>
<p>Coxas que apertam, olhos cerrados, sorriso no rosto, corpo.</p>
<p> Seios fartos, sexo úmido, quente, pulsante, vibrante.</p>
<p> Linhas, curvas, desejos, sopros, sabores, suores, língua. Tua língua.</p>
<p> Pele arrepiada. Dos pedidos de “mais devagar, mais depressa, aí”. Aqui.</p>
<p>Das pernas abertas, do vão, do caminho, do querer.</p>
<p>Teus lábios, beijos, clitóris, arrepios, me fode, me come, me tem.</p>
<p>Tua bunda, convite, rebola, chama. Inflama.</p>
<p> Tesão. Inspiração. Respiração. Masturbação. E mais, tesão.</p>
<p> Enfim, lábios, peles, gostos, salivas, lubrificações, beijo. E gozo.</p>
<p> E gozos. E orgasmos. E sexo. E riso. E versos, sem rimas&#8230; só versos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/108/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=108&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Fogos de artifício</title>
		<link>http://contosdealcovatenra.wordpress.com/2011/05/17/fogos-de-artificio/</link>
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		<pubDate>Tue, 17 May 2011 23:25:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
		<category><![CDATA[volúpia das palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[  Sacanagem, sim, que é bom. É bom ouvir besteira no ouvido, coisa suja mesmo. Suja, no sentido de melecada, molharada, porra, cacete, vulva, pinto, buceta, mel, gosma, dentro, fora, lambe, põe, enfia, mete. Verbos, substantivos, adjetivos: todos trepando, sem regras gramaticais, mas sem pudores. E nesse frio, é fácil saber o quanto te quero. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=100&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p> </p>
<p>Sacanagem, sim, que é bom. É bom ouvir besteira no ouvido, coisa suja mesmo. Suja, no sentido de melecada, molharada, porra, cacete, vulva, pinto, buceta, mel, gosma, dentro, fora, lambe, põe, enfia, mete. Verbos, substantivos, adjetivos: todos trepando, sem regras gramaticais, mas sem pudores.</p>
<p>E nesse frio, é fácil saber o quanto te quero. Porque você encosta e eu nunca mais quero sair do quarteirão que vai do teu umbigo até tuas coxas. Mordiscar, beijar, sugar, brincar. Tudo protegido pela coberta, o que me deixa ainda mais desinibido passeando tato, olfato, paladar.</p>
<p>Já te disse que sonho com teu sexo? Sonho. Fecho os olhos e percebo a fenda, a malha, a tez, a cor, o sabor. Me deixa morar aqui, viver aqui, foder aqui. Nesse frio é bom me esquentar em você, teu quadril, enamorar tua barriga, descobrir tuas laterais, costas, arranha pele, põe língua no bico do teu seio. Te apertar. E ir se encaixando, como quem completa quebra-cabeça, como quem alimenta a sede, como quem fomenta saliva, gozo, lubrifica.</p>
<p>E desse frio, no beijo, lábios, vorazes, sagazes, contumazes. Pé com pé, joelhos se adaptando, peles se alcançando, proximidades, calores, me abraça forte, o pênis vira pinto, a vulva vira buceta, o sexo vira fornicação e estou dentro de você, como que rasga, como que engole, como que chama, clama, suplica.</p>
<p>E explode.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/100/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=100&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Cousas que a valha</title>
		<link>http://contosdealcovatenra.wordpress.com/2011/04/02/cousas-que-a-valha/</link>
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		<pubDate>Sat, 02 Apr 2011 00:30:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Dizem que as melhores cousas da vida são, de fato, as melhores cousas da vida. Um copo de vinho, de bom vinho. Sim, e vinho não tem que ter bússola para ser bebido, caderno de interpretação de texto para ser servido. O bom vinho é aquele que nosso paladar alegra, nosso olfato viceja, nossos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=95&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Dizem que as melhores cousas da vida são, de fato, as melhores cousas da vida. Um copo de vinho, de bom vinho. Sim, e vinho não tem que ter bússola para ser bebido, caderno de interpretação de texto para ser servido. O bom vinho é aquele que nosso paladar alegra, nosso olfato viceja, nossos olhos degustam. Um bom prato de alguma comida que lhe mexa com os brios: desde um simples quiabo com alho, uma salada com folhas exuberantes, azeite a gosto, sal e pimenta. Do reino. Até o infinito de uma costela.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Cousas que a vida agradece, apetece, saboreia. Um clássico de Coltrane na veia. Um Purple, de qualquer das fases, no momento certo, exato, nosso. E quando digo nosso, converso comigo mesmo. Porque há nesta vida a necessidade intensa do prazer egoísta, daquele prazer que nos consome o cérebro, nos faz ter falta de ar, rarefeito. Raros. Um Getz/Gilberto, com um copo de uísque e pouquíssimo gelo. Um charuto, talvez. Um baseado, bem bolado, guardado para aquela ocasião. Enfim, cousas que a vida oferece, enaltece, engrandece.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>E é assim que te vejo neste momento. Sei que está linda, ruborizada, um pouco bêbada. Sinto que ri e que, hoje, o rir te faz bem. Sinto teu corpo quente pelo rosado de tuas bochechas, pelo bico do teu seio esquerdo que insiste em te denunciar. E sei, desesperadamente, que teu vestido está solto, sem mediações, que tua pele roça o pano, dos ombros à tuas coxas. Cousas que neste momento queria que fossem eternas, eternas até a hora de poder sentir, de perto, ao toque, ao gosto, ao ouvido, tuas nuances, teu remexer, teu sexo ensopado, melecado, molhado, especial, extraordinário, elegante, sincero. De tesão sincero.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Queria esticar este tempo ao infinito, sincera e honestamente. Pois neste jogo de olhares, de pequenos toques com os dedos, nossos dedos, nossos calores construindo tudo o que será daqui a pouco, daqui a uma hora, duas, três, quinze dias. Teu mamilo direito agora é quem te deixa nua. E você continua linda, bebe teu vinho como quem espera o beijo, o tato, a febre. Desde aquele instante em que pela luz percebi teu vestido e você, e mais nada, nada, nadinha de nada, que estou querendo que o mundo acabe, depois de nós, depois de tudo. Puta que pariu, sentir este tesão é daquelas cousas que marcam a vida. A vida? Não, a existência. Existi por este momento. E depois, posso desistir. Mas depois, sim, depois.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ainda não sei como é teu sexo. Se é rosado, se o clitóris aponta, se os lábios são grandes, finos, espessos. Sei que neste exato momento molhados como ele já está. Aqueles devaneios fálicos, que querem e perseguem uma espécie de morte, de tão rijo, de tão feliz, de tão que pulsa. Dizem que o gozar de um homem está no ejacular. Não estudei isso, confesso. Mas para mim o gozo começou no beijo no teu rosto, dizendo alô. No gole de água que você tomou as pressas, no teu arrepiado quando toquei teus braços, no teu lábio ressecado e tua língua púrpura, do vinho e da vontade, o umidecendo. O gozo, o orgasmo, o sexo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&#8220;Garçom, por favor, a conta&#8221;.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Ouvi tua voz, mas continuo nesse sonho real, quente e lúbrico. E reconheço: É dessas cousas que vivemos. No mais, no mais é mera hipoteca.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/contosdealcovatenra.wordpress.com/95/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=95&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Bilhete para a florista&#8230;</title>
		<link>http://contosdealcovatenra.wordpress.com/2010/12/07/bilhete-para-a-florista/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Dec 2010 00:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#160; Falo, pinto, cacete, caralho, negocinho, pinto, pau, amigão. A quantidade de nomes que você já deu para ele me emociona, até hoje. E ele ainda se emociona com você. Uma emoção incontida: Ejacula, ao primeiro toque. Parece sempre que é a primeira vez, e é sempre embaraçoso ver que ele pulsa, vibra, lateja e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=90&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>Falo, pinto, cacete, caralho, negocinho, pinto, pau, amigão. A quantidade de nomes que você já deu para ele me emociona, até hoje. E ele ainda se emociona com você. Uma emoção incontida: Ejacula, ao primeiro toque. Parece sempre que é a primeira vez, e é sempre embaraçoso ver que ele pulsa, vibra, lateja e goza quando você o toca. Quando o molha, então, qualquer dos lábios, é quase inenarrável a sensação de explosão ritmada. O pau parece falar: &#8220;Você me faz o pinto mais feliz do mundo&#8221;.<br />
Evidente, depois desse gozo fácil eu tenho que me esforçar. Fazer valer ao menos o ingresso. E é neste momento que me encontro. Vulva, vagina, boceta, buceta, racha, perseguida, xana, xaninha, formosa&#8230; Tantos nomes e tantos caminhos. Cada vez que te toco descubro novas vias, vielas, caminhos, trilhas. Nada, repito, nada me encanta mais do que percebê-la molhada, enchardada, oferecida para mim como uma dádiva, um paraíso, uma cidade inteira. E ela, ah&#8230; ela me chama, clama, exala, pede. É tão gostoso saber dela, saber das preferências dela, saber que ela reaje ao beijo fatal no clitóris saliente ou na fenda entreaberta. E nessa hora, quase sempre, ele reacorda, reacende: Quando ele a vê naquele estado é quase mágica.</p>
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<p>Sim, os gemidos fazem parte. As unhas. A respiração ofegante. A súplica suplicante. O suor. Os suores, sim, os líquidos, os gozos, o orgasmo sentido, ejaculado, lambuzado, completamente. Nessa hora é inevitável pensar neles juntos, entrelaçados, amantes, complementos. Ele e ela. Uma amizadade assim, duradoura, de gente que se conhece. E que se aquecem, mutuamente. Nem aquele preservativo, ora o dele e ora o dela, parecem querer atrapalhar qualquer cousa. Pelo contrário&#8230; toda vez que você veste o menino, com aquela brincadeira, com a tua boca deslizando a camisinha pelo pau, eu tenho ganas de gozar no teto. Sim, no teto. E tenho dito e redito.</p>
<p>Pau, vulva, cacete, vagina, pinto, xavasca&#8230;. É verdade que sexo não é só esta amizade entre eles. Um pouco de romance burguês faz bem, também. Então, recebe esta carta repleta de impurezas. Mas põe água no vaso, que as flores merecem. E venha da cozinha já nua, tá bom? Que eu ponho a Nina Simone, só para gente começar namorandinho&#8230;</p>
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		<title>Tratados e Teorias e um beijo na nuca</title>
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		<pubDate>Thu, 11 Nov 2010 19:18:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>contosdealcovatenra</dc:creator>
				<category><![CDATA[Coleção Primeiros Passos]]></category>
		<category><![CDATA[volúpia das palavras]]></category>

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		<description><![CDATA[  Tinham uma urgência necessária: se comerem, mutuamente. Distantes, porém. Cada um numa cidade, cada um numa história de vida, cada um num canto de vontades. Mas a urgência, a mesma: se comerem. O verbo comer para designar o sexo sempre me atraiu. É comer, sim. No sentido de degustar, paladar, gosto, saliva, fome, ato [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=contosdealcovatenra.wordpress.com&amp;blog=4989961&amp;post=71&amp;subd=contosdealcovatenra&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
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<p>Tinham uma urgência necessária: se comerem, mutuamente. Distantes, porém. Cada um numa cidade, cada um numa história de vida, cada um num canto de vontades. Mas a urgência, a mesma: se comerem.</p>
<p>O verbo comer para designar o sexo sempre me atraiu. É comer, sim. No sentido de degustar, paladar, gosto, saliva, fome, ato físico, instinto. Sem contar que a imagem da penetração, seja dos sexos, seja dos dedos, da língua, dos brinquedos, remete imediatamente ao ato de comer. Evidente, foder é outro verbo que cai bem. Encaixa, inclusive, na sonoridade: FODER.</p>
<p>Na urgência daqueles corpos havia febre. Havia o tato, do contato dos dedos com o corpo, da mão com o sexo dele, dos dedos com o sexo dela. Tinham a salivação de quem tem fome, a boca ressecada de quem deseja. Naqueles contatos não pessoais sentiam toda a urgência em forma de suores e de pensamentos libidinosos, encantados.</p>
<p>É óbvio que alguns vão dizer que o ato de serem comidos remete a algo passivo, em que uma parte só estoca, aponta, come. Mas é um pensamento torpe. No sexo, comer é simbiose. Quem é comido, come. Engole, nutre, tempera. As melhores definições talvez estejam nos oroboros, nas fagocitoses, nas entranhas molhadas e na ereção pulsante.</p>
<p>Sabiam que não iriam dar cabo daquela urgência. Intimamente, sabiam também que talvez fosse impossível. E quando ela afirmava que não mais agüentaria, ele diria nada. Apenas apertaria o falo, deixando a ejaculação ir mais longe, para tentar encontrá-la.</p>
<p>Não há nada como esta dádiva: Saber que se trepa não por obrigação sistêmica, mas por absoluta vocação orgânica. Escreveu suas divagações. E ela leu cada linha, como se fossem sussurros no pescoço, beijos na nuca e a contemplação que virá depois do gozo.</p>
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