Diálogos imperfeitos, perfeito

Porca miséria. Que fissura. E que vontade de cair no mundo, sair daqui, deixar esta porcaria de mesa e ir trepar. Suar, lamber, tocar, foder. Caralho. Quem ele pensa que eu sou? Cacete, some por uns dois meses e aí me manda um puto de um email dizendo: “Sexo, agora?”. Viado, filho da puta. Quem ele pensa que é? Mas bem que eu podia encontrar com ela! Poxa, da última vez foi tão bom, foi ótimo, sem frescura. Beijo bom da porra. E que boca. Meu pau está até mais feliz. Ligo para ela? Porra, ela não vai entender nada. E que chatice este negócio de… quero foder, catzo. Tá certo, ele bem que sabe, da última vez eu me soltei. Nossa, parecia uma louca. Mas aquela língua dele, cacilda que mágica. Nossa, ai, tô mole. Caramba, só este puto deste email e eu já estou assim. Viado. Mas ela bem que podia deixar de lado esta frescurite de programa, programinha. Porra, o programa não é foder, engalfinhar, beijar, esquartejar? Puta vontade dela. Puto é o que ele é, se acha que vou responder. E outra, deve estar brincando comigo, o palhaço. Por que não me liga? Bom… ligar para que: “Oi… que tal uma trepada hoje?”. Acho que ela vai entender um email, no mínimo vai achar que é brincadeira, não vai ficar puta. Tomara.

Cacete! Não acredito que ela respondeu assim. Puxa, do caralho! “Agora, só se for para brincar bastante.”. Caramba, me diverti naquele dia. Ai que peito, tô louco para beijar aquelas tetas todas, carnuda dos infernos . Que tesão da porra. Mas o que eu respondo? Vou deixar este puto doidinho, vocês vão ver. Vou cair na brincadeira. Vou dar um afago, abrir a porta. Vamos ver se o viadinho não está de brincadeira comigo. Nossa, e ela nem demorou para responder. Será que ela está achando que é brincadeira? Porra, se eu ligar e não for nada disso vai ser uma merda. Perco hoje e se bobear, perco sempre. Cacete. Vamos lá, pensa, pensa, responde algo interessante. Mas tá difícil pensar. Buceta, buceta, buceta. Quero ver o que ele vai responder. Se bobear vai ligar achando que eu tô brincando. Vai brincar com a mãe dele. Que será que ele vai responder. Nossa, que beijo. E que pinto bojudo, grosso, daquele jeito que lateja tudo. Ai, ai, ai. O que será que eu respondo, catzo! Só falta eu perder a brincadeira por ser um idiota! Quer brincar? Brinque, otário, mas saiba o jogo. Caramba. E este email que não vem? Será que desistiu? Filho da puta. Filho da mãe. Tá vendo, o idiota. Responde, vai. Responde.

Hahahahahaha. Ótima saída, bonitão. É isto, tipo xeque mate: se achar que é brincadeira, manda uma bobeira qualquer. Mas se topar, vai ser hoje. Cacete. Nossa, e ela tem uma anca que é qualquer sonho. Que bunda é aquela? “Podemos brincar bastante outro dia. Agora é já: Sabe aquele um da Rua do Quincas? Tô indo.”. Chegou! Viado! Aquele motel? Ele lembrou! Puta que pariu, ele tá brincando, né? Hoje é terça feira, viadinho. Vai, vai, vai, vai é a pé. Porra, quem ele pensa que eu sou? Putz, saio agora ou espero ela me responder? Era só o que faltava ela dizer alguma bobeira agora, do tipo: “Tá foda, muita coisa aqui”. Cacete, mas se eu for e não tiver nada vou ficar com cara de tacho! Mas esperar aqui? Sou trouxa? Depois ela me liga perguntando: “Uai, cadê você?” e eu me fodo. Ou melhor, não fodo. Vou. Não Vou. Quer saber, vou ver se este mané está brincando ou não. Vou até lá. Tem aquele café na esquina, fico de bobeira. Se ele não aparecer ligo para o puto e digo: “Uai, cadê você?”. Nossa, ela tá molhada… Assanhada duma figa. E aí, bocó? Vai me dizer que tá com medinho? Vou. Na pior tomo um café e finjo que nada aconteceu. Bom, tentei. Pinto duro do cacete, sossega!!!!

“Ele ainda não voltou. Não, não sei onde foi. De nada.”. “Ela disse que ia no médico, sim… disse que não voltava. De nada.”. “Esse povo não deixa nem a gente tomar um café em paz, minha nossa!!!”.

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