Meu e Teu

Daqueles dias em que penso em você e fantasio. As fantasias eróticas. Os desejos luxuriosos, famintos, sequiosos como teus seios. Da glande ofegante, do clitóris feliz, das trepadas em box de banheiro pequeno, das trepadas em box de banheiros gigantes, das cadeiras eróticas de algum motel qualquer, do barulho do estrado da cama rachando, da cama se movendo pelo quarto, arranhando o chão, como minhas costas e tuas unhas.

Das coisas mais sensuais do mundo, confesso, tuas taras executadas. Daquela que me amarrou, usando a minha gravata. Mãos atadas, foi me despindo, nem com pressa nem devagar. No ponto. Do teu beijo, da ponta da tua língua no meu peito, no seio. Entender que homem tem seio é das tuas qualidades mais absurdamente deliciosas do globo terrestre. Da tua língua brincando, sem encostar no meu sexo. E do meu pau explodindo, de um orgasmo inesperado, de um tremer convincente, abrangente, delirante. E minhas mãos, atadas.

E dessa mesma canção, tirando a calça, mas deixando-o dentro da cueca, brincando, tocando com a mão, com a língua, com o teu jeito de querer me ter. De um fazer sofrer quase enfermo. De um fazer sofrer que denunciava o teu querer. De um fazer sofrer que me fez viajar à Lua, voltar, querer te abraçar e querer te matar. Outro orgasmo, quase tão tenso quanto o outro.

Das tuas taras, me receber sem calcinha em um almoço de negócios. Porra, aquele teu vestido e você me abraça forte, deixa que te abrace e propositalmente deixa que minha mão alcance tua bunda… Percebida a nudez voluntária, o almoço é um pensar em como te tirar dali, em como retribuir, em como te ter mulher. E ainda sussura, no ouvido, alguma impropriedade, vontade, calor, odor. Sexo, menina. Dessas coisas que fazem a gente viver outra vez. E sair do chão.

Da tua mania com minha bunda. Da tua mania com meu pescoço. Da tua mania com aquela veia que pulsa, que teu beijo tanto conhece, que tua mão tanto agradece. Das tuas vontades ficar de quatro, querer que te persiga, querer que te coma. E ser devorado por essas vontades. Das tuas taras perversas, até daquele tapa que pediu. Das coisas mais sensuais do mundo, teus olhos me fodendo. E do teu sexo, sim, dele, completamente molhado, melado, coxas, pentelhos, cu, corpo.

Não sei se ereção deriva de algum radical da palavra erótica. A única coisa que a língua sabe, neste momento, é que a tuas linguagens foram amplamente compreendidas: Vem, me fode.

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