Me conta?

Conto. Conto que tua camiseta branca, agarrada, me deixava ver os contornos dos teus seios. E que eles falavam comigo, porque estavam duros, entumecidos, rabiscando tecidos. Naquela conversa fui percebendo que teus lábios secos contrastavam com um certo tremor, no corpo, como que espasmos. E suor. Sim, uma gota de suor escorrendo pela nuca, como que um mapa, decifrando o caminho que minha língua deveria perseguir ao te tocar. O suor, do calor, do corpo, do teu lábio, teus seios.

Conto. Conto que tuas palavras eras distantes, quase longínquas, mas teu respirar, não. Eram as contrações mais deliciosas do mundo, algo ofegante, como que dizendo cousas mais terrivelmente pornográficas, deliciosas geometrias de encaixe, desencaixe, contrai, descontrai, solta, prende. Transpira: Suor. Cheiro. De teu perfume. Mas já do teu cio.

Conto. Conto que fui tirando a camiseta, devagar, beijando, tocando, aproveitando. Teu sutiã, branco, já me deixava completamente nu, de sexo duro, de ar rarefeito e de vontades de ficar ali, até que você suplicasse alguma farra, algum desejo, algum grito com palavras sujas de vocabulário lupanar: fode, come, mete, lambe, suga, penetra, chupa. Beija. Beija, transpira, sua. Calor.

Conto, mas conto mesmo é que tua bunda. Ela assim na minha mão, ao alcance dos meus olhos, ao olhar, tocar. Confesso, quase que rastejo querendo te ver de quatro, de anca. Me desanca teus memeios, tuas formas, teus equilíbrios flúidos, teus aromas e teu gosto. E teu sexo, agora, sim, mais que molhado, melado. Era só o começo. O resto, deixo que você conte… com os detalhes que só você soube dar.

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