bons desesperos, mas desesperos urgentes

 

Preciso, urgentemente, de teus elogios molhados.

Não quaisquer um. Não quero saber de letra bonita, de elegância, de bonitez.

Quero o sórdido, o arrepio, a gota nas costas, o rasgo de língua na nuca.

Preciso de ares ofegantes, suores salgados, gostos de sexo. E de palavras.

Não é exatamente problema de estima, falta de vitamina ou qualquer doença…

Exceto precisar urgentemente das tuas curvas, dos teus seios, da tua prexeca, saliva.

Salivas. Com gosto de porra, de mel, de olfatos vis e de labaredas.

E tudo porque não é que queria agora, sentar, lambuzar, comer, foder. Basta dizer: preciso.

De teus elogios molhados, tuas sardas, teu começo de toque, teu grelo, tua mão, febre.

Encaixe, desate, denote, enxote, amasse, espera. E goza, comigo.

Então, preciso. Era isso que queria te dizer. Só isso.

Anúncios

About this entry